ABRAÇO-RONDÔNIA
   
 
   
 

  Histórico

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Embuscadaverdade




 

 
 

MANIFESTO PELA SUSTENTABILIDADE DA RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA

A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) conclama a sociedade brasileira para a defesa do fortalecimento das emissoras comunitárias, como veículos de acesso público e de promoção da cidadania, diversidade cultural e informações locais e plurais. Precisamos assim garantir a sustentabilidade das emissoras possibilitando o financiamento público, o incentivo à economia local, a alternância de canais e o aumento de potência. Para isso, a Abraço vem negociando com o Governo Federal a reforma de lei 9.612 e a publicação de decreto normativo que reverta a situação de marginalização que as rádios comunitárias estão submetidas num único canal, sem investimentos públicos e restritas poucos kilometros de atuação. Nosso diálogo com o Governo Federal para conquistar avanços já perdura quase uma década sem avanços. Em 2005, empenhados em apontar um caminho para dar fim estes dilemas vividos pelas comunidades, nos jogamos na construção de um relatório em um grupo de trabalho criado pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva e coordenado Ministro das Comunicações Eunício de Oliveira. Este relatório teria o objetivo de estruturar um decreto presidencial que recompunha o caráter público e comunitário das rádios comunitárias garantindo sua sustentabilidade, seu reconhecimento e o financiamento público que há muito já deveria ter sido consolidado como política pública na manutenção e avanço do setor publico da comunicação no Brasil. Infelizmente nenhuma ação contida neste relatório foi encaminhada e até hoje aguardamos a publicação do decreto da liberdade que daria fim a criminalização. Sequer tivemos avanços no Congresso Nacional, pois nenhuma ação foi protagonizada pelo governo na intenção de alterar a restritiva lei 9612-98. Da mesma forma nos atiramos na construção da 1ª Conferência Nacional de Comunicação que, com empenho de milhares de brasileiros, aprovou centenas de propostas que jamais foram implantadas ou encaminhadas no sentido de garantir o tão sonhado avanço da comunicação pública e comunitária, principalmente no que diz respeito às Rádios Comunitárias. Contrariamente, fomos surpreendidos pela normativa 462, em outubro de 2011, que reforça a lógica excludente e restritiva imposta às comunidades que, além de outras coisas, retifica a restrição do serviço e ataca contundentemente a sustentabilidade das emissoras sem nenhuma contrapartida em direção ao financiamento público. Convocamos a sociedade brasileira, os movimentos sociais, as organizações populares e as instituições a desencadearem um amplo movimento que de forma contundente restabeleça o caminho da democratização da comunicação, reivindicando a imediata descriminalização dos comunicadores comunitários, a revogação das multas impostas às rádios comunitárias, o desarquivamento de processos em tramitação no Ministério das Comunicações, o fim dos critérios restritivos da normativa 462, a resolução do choque de freqüências entre as emissoras e por fim na consolidação da política de financiamento público das rádios públicas e comunitárias. Para tanto apontamos os próximos dias para realização de manifestações, atos públicos, caravanas e atividades que sensibilizem o governo a tomada de postura e a conseqüente atitude no atendimento das reivindicações histórias da sociedade brasileira e do movimento pela democratização da comunicação.

1 de março de 2012

Assembléia geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 08h36
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Dez fatos que a "grande" imprensa esconde da sociedade

As entidades que reúnem as grandes empresas de comunicação no Brasil usam e abusam da palavra "censura" para demonizar o debate sobre a regulação da mídia. No entanto, são os seus veículos que praticam diariamente a censura escondendo da população as práticas de regulação adotadas há anos em países apontados como modelos de democracia. Conheça dez dessas regras que não são mencionadas pelos veículos da chamada "grande" imprensa brasileira.

O debate sobre regulação do setor de comunicação social no Brasil, ou regulação da mídia, como preferem alguns, está povoado por fantasmas, gosta de dizer o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins. O fantasma da censura é o frequentador mais habitual, assombrando os setores da sociedade que defendem a regulamentação do setor, conforme foi estabelecido pela Constituição de 1988.

Regulamentar para quê? – indagam os que enxergam na proposta uma tentativa disfarçada de censura. A mera pergunta já é reveladora da natureza do problema. Como assim, para quê? Por que a comunicação deveria ser um território livre de regras e normas, como acontece com as demais atividades humanas? Por que a palavra “regulação” causa tanta reação entre os empresários brasileiros do setor?

O que pouca gente sabe, em boa parte por responsabilidade dos próprios meios de comunicação que não costumam divulgar esse tema, é que a existência de regras e normas no setor da comunicação é uma prática comum naqueles países apontados por esses empresários como modelos de democracia a serem seguidos.

O seminário internacional Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias, realizado em Brasília, em novembro de 2010, reuniu representantes das agências reguladoras desses países que relataram diversos casos que, no Brasil, seriam certamente objeto de uma veemente nota da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) denunciando a tentativa de implantar a censura e o totalitarismo no Brasil.

Ao esconder a existências dessas regras e o modo funcionamento da mídia em outros países, essas entidades empresariais é que estão praticando censura e manifestando a visão autoritária que tem sobre o tema. O acesso à informação de qualidade é um direito. Aqui estão dez regras adotadas em outros países que os barões da mídia brasileira escondem da população:

1. A lei inglesa prevê um padrão ético nas transmissões de rádio e TV, que é controlado a partir de uma mescla da atuação da autorregulação dos meios de comunicação ao lado da ação do órgão regulador, o Officee of communications (Ofcom). A Ofcom não monitora o trabalho dos profissionais de mídia, porém, atua se houver queixas contra determinada cobertura ou programa de entretenimento. A agência colhe a íntegra da transmissão e verifica se houve algum problema com relação ao enfoque ou se um dos lados da notícia não recebeu tratamento igual. Após a análise do material, a Ofcom pode punir a emissora com a obrigação de transmitir um direito de resposta, fazer um pedido formal de desculpas no ar ou multa.

2. O representante da Ofcom contou o seguinte exemplo de atuação da agência: o caso de um programa de auditório com sorteios de prêmios para quem telefonasse à emissora. Uma investigação descobriu que o premiado já estava escolhido e muitos ligavam sem chance alguma de vencer. Além disso, as ligações eram cobradas de forma abusiva. A emissora foi investigada, multada e esse tipo de programação foi reduzida de forma geral em todas as outras TVs.

3. Na Espanha, de 1978 até 2010, foram aprovadas várias leis para regular o setor audiovisual, de acordo com as necessidades que surgiam. Entre elas, a titularidade (pública ou privada); área de cobertura (se em todo o Estado espanhol ou nas comunidades autônomas, no âmbito local ou municipa); em função dos meios, das infraestruturas (cabo, o satélite, e as ondas hertzianas); ou pela tecnologia (analógica ou digital).

4. Zelar para o pluralismo das expressões. Esta é uma das mais importantes funções do Conselho Superior para o Audiovisual (CSA) na França. O órgão é especializado no acompanhamento do conteúdo das emissões televisivas e radiofônicas, mesmo as que se utilizam de plataformas digitais. Uma das missões suplementares e mais importantes do CSA é zelar para que haja sempre uma pluralidade de discursos presentes no audiovisual francês. Para isso, o conselho conta com uma equipe de cerca de 300 pessoas, com diversos perfis, para acompanhar, analisar e propor ações, quando constatada alguma irregularidade.

5. A equipe do CSA acompanha cada um dos canais de televisão e rádio para ver se existe um equilíbrio de posições entre diferentes partidos políticos. Um dos princípios dessa ação é observar se há igualdade de oportunidades de exposição de posições tanto por parte do grupo político majoritário quanto por parte da oposição.

6. A CSA é responsável também pelo cumprimento das leis que tornam obrigatórias a difusão de, pelo menos, 40% de filmes de origem francesa e 50% de origem européia; zelar pela proteção da infância e quantidade máxima de inserção de publicidade e distribuição de concessões para emissoras de rádio e TV.

7. A regulação das comunicações em Portugal conta com duas agências: a Entidade reguladora para Comunicação Social (ERC) – cuida da qualidade do conteúdo – e a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que distribui o espectro de rádio entre as emissoras de radiodifussão e as empresas de telecomunicações. “A Anacom defende os interesses das pessoas como consumidoras e como cidadãos.

8. Uma das funções da ERC é fazer regulamentos e diretivas, por meio de consultas públicas com a sociedade e o setor. Medidas impositivas, como obrigar que 25% das canções nas rádios sejam portuguesas, só podem ser tomadas por lei. Outra função é servir de ouvidoria da imprensa, a partir da queixa gratuita apresentada por meio de um formulário no site da entidade. As reclamações podem ser feitas por pessoas ou por meio de representações coletivas.

9. A União Européia tem, desde março passado, novas regras para regulamentar o conteúdo audiovisual transmitido também pelos chamados sistemas não lineares, como a Internet e os aparelhos de telecomunicação móvel (aqueles em que o usuário demanda e escolhe o que quer assistir). Segundo as novas regras, esses produtos também estão sujeitos a limites quantitativos e qualitativos para os conteúdos veiculados. Antes, apenas meios lineares, como a televisão tradicional e o rádio, tinham sua utilização definida por lei.

10. Uma das regras mais importantes adotadas recentemente pela União Europeia é a que coloca um limite de 12 minutos ou 20% de publicidade para cada hora de transmissão. Além disso, as publicidades da indústria do tabaco e farmacêutica foram totalmente banidas. A da indústria do álcool são extremamente restritas e existe, ainda, a previsão de direitos de resposta e regras de acessibilidade.

Todas essas informações estão disponíveis ao público na página do Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias. Note-se que a relação não menciona nenhuma das regras adotadas recentemente na Argentina, que vem sendo demonizadas nos editoriais da imprensa brasileira. A omissão é proposital. As regras adotadas acima são tão ou mais "duras" que as argentinas, mas sobre elas reina o silêncio, pois vêm de países apontados como "exemplos a serem seguidos" Dificilmente, você ouvirá falar dessas regras em algum dos veículos da chamada grande imprensa brasileira. É ela, na verdade, quem pratica censura em larga escala hoje no Brasil.

http://www.cartamaior.com.br/



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 17h42
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

O Centro de Estudos Barão do Itararé nasceu do jeito possível há dois anos, como plataforma de luta pela comunicação progressista e ética jornalística, e, mesmo "sem teto", delimitou espaço e um nome de referência entre os militantes e entidades que levantam a bandeira pela mídia alternativa e livre.

Nesta quinta-feira (1º), o Itararé finalmente inaugurou com muita festa sua sede de argamassa e tijolos, em parceria com a Anid – Associação Nacional de Inclusão Digital. O novo espaço está aberto a todos os simpatizantes e adeptos da causa. A entrada só está proibida para a burocracia e censura, dois entraves ao desenvolvimento da comunicação livre no Brasil.

Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, José Dirceu, Mouzar Benedito, poeta e escritor, estão os que foram à festa do Barão e brindaram a nova fase.

Altamiro Borges, presidente do Barão de Itararé, deu uma entrevista exclusiva ao Vermelho falando da sede e das lutas pela democratização da e-comunicação, das iniciativas e realizações do Barão de Itararé, que agora ganham mais "modernidade" e novo fôlego.

O que a mudança de sede vai representar para o trabalho do Barão do Itararé?
Altamiro Borges - Na verdade, não é nem uma mudança de casa, o Barão de Itararé era do MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, não tinha teto, as coisas estavam indo até para a minha casa. Então fazíamos reunião ora no Sindicato dos Jornalistas, ora no Intervozes, isso nos dois anos de vida do Barão. Agora conseguimos viabilizar uma casa em parceria com uma moçada interessante, porque é dos pequenos provedores. Então há quatro grandes, que pegam os grandes centros, e os pequenos que atendem cidadezinhas que ninguém quer atender, porque não dá lucro. São milhares no Brasil e há várias entidades, uma delas é a ANID – Associação Nacional de Inclusão Digital. Fizemos parceria com essa porque ela tem muita força no Nordeste, nasceu na Paraíba, está estendendo sua ação para o interior de Minas e de São Paulo. Como eles têm cursos de reciclagem para pequenos provedores, estavam querendo sede aqui, então, a partir de uma bate-papo com eles, pintou essa parceria. Agora deixamos de ser do MTST...

Mas muda algo?
Cria mais referência, porque antes o cara queria achar o Barão e não achava. A sede vai ser um espaço para essa luta pela democratização da comunicação, então tem menos salinhas e mais uma salona. É menos burocracia e mais movimento! O que estiver rolando nesta área tem um espaço. Vai ser também um espaço importante para a formação, porque antes dependíamos de parceiros, como o sindicato de engenheiros ou o dos jornalistas, que cediam espaço, mas ficávamos dependendo de agenda. Agora o Barão vira referência, ponto de encontro e local de formação. Lá há um auditório para 60 pessoas, vamos ter um calendário de cursos. E a nossa ideia também, e o fato de estar com a ANID possibilita, é que essa moçada é muito expert em internet. Então a nossa ideia é ter um local muito modernoso, todo aparelhado para videoconferência, teremos plataforma livre, comunicação imediata com outros estados. É uma outra fase, demorou um ano e sete meses para concretizar essa coisa, mas saiu.

E 2012 é um ano importante para a mídia alternativa, não é? Quais são os desafios?
Pode ser dos mais quentes, mas também pode ser que não, depende do governo. O governo Lula terminou com um pré-projeto de novo marco regulatório da comunicação, elaborado pela equipe de Franklin Martins, secretário de Comunicação da Presidência (Secom), que deixou isso para o governo Dilma. O ministro Paulo Bernardo assumiu, disse que ia colocar em debate o projeto, se comprometeu a fazer em 2011 e não fez, sentou em cima. Mas parece que agora, há um buchicho muito forte de que esse projeto está pronto e já está na mão da Dilma, é um projeto de consulta pública sobre o que deve ser mudado nas comunicações no Brasil. Se o governo lançar essa consulta aí vai ser um escarcéu, vai virar o grande tema antes das eleições. Porque o conteúdo das perguntas tem a ver com tudo, com todos os artigos da Constituição relacionados com a comunicação, questão de propriedade cruzada, monopólio, complementariedade de sistemas, produção independente, produção regional...

E está tudo superado com a convergência digital?
Está superado com a internet, com o processo de convergência digital, mas o problema é que também nunca foi aplicado, saiu na Constituição, mas não foi regulamentado. Então nunca foi aplicado, por isso tem um passivo, dívidas do passado e coisas para pensar em termos de tecnologia. O debate abrange passado e futuro. Se o governo topar a briga, daí vai ser o ano da comunicação, aí pronto, vai virar um pandemônio, vai ser um ano quentíssimo. Evidentemente os barões da mídia vão cair matando, vão dizer que é censura, atentado à liberdade de expressão. Porque a consulta pública tem processo de audiência, tem processo de seminários, então o assunto pega fogo e envolve muito mais gente além dessa meia dúzia que está militando por essa causa. Se não sai, o debate continua evidentemente, mas vai ser atropelado pelo processo eleitoral. Na verdade as eleições já estão bem em evidência, mas em junho concentrarão o foco das atenções.

Divulgaram uma pesquisa dizendo que os parlamentares não aceitam mexer nisso, porque é vespeiro... Se nem os parlamentares estão sensibilizados, como sensibilizar a sociedade em torno de um assunto tabu, sobre o qual ninguém quer falar?
Essa pesquisa -- saiu até no blog do Noblat -- ela é uma faca de dois “legumes”, como diria Vicente Matheus, mostra que 54% são contra qualquer mudança, qualquer regulamentação da mídia. Então temos 46% a favor? É metade, eu não acredito que no congresso haja 50% a favor. Esse é um tema tabu, que a mídia não trata, quando trata é para satanizar. Os parlamentares temem muito a mídia, temem por duas razões, dependem dela para ter visibilidade nas suas ações. Não é assim, o que não saiu na Globo, não aconteceu, não é? E eles temem também porque, se cutucarem a mídia, ela pode ir atrás de uma dívida deles no botequim na esquina, que vira manchete e quando é desmentida, leva só uma linhazinha. Por isso o projeto não pode depender do Parlamento, porque lá ele será aprovado, mas se não levar para a sociedade, se não explorar as contradições neste campo, porque ele não é monolítico, não há brigas entre Record e Globo? Então, tem que ir para a sociedade. Se o governo ficar calado, isso não anda. Se para a sociedade, daí ganha força. Na Argentina, a maioria parlamentar não era a favor, mas daí a discussão foi para a sociedade e saiu a lei. O Uruguai também conseguiu a lei pelo mesmo caminho. Nós é que estamos parados!

Agora essa coisa da hegemonia, da mídia tradicional, ela é muito alavancada pela publicidade, já que a mídia alternativa vem crescendo muito. Você acha que existe uma trincheira da publicidade. O mercado publicitário é que segura a mídia como ela é hoje, no formato broadcast?
Eu acho que estamos vivendo uma situação contraditória. Essa chamada mídia tradicional, a velha mídia, ainda tem muita força. Quando a Rede Globo decide, por exemplo, dar uma cutucada no Ricardo Teixeira e aí vira um escândalo. Ela tem muita força no sentido de fazer a cabeça das pessoas na informação e nos comportamentos. A mídia cria moda. O que sai no BBB (Big Brother Brasil, da Globo) vira moda. Eu não sou daqueles que acreditam que a mídia tradicional está em franco declínio, morrendo. Não. Ela ainda tem um poder violentíssimo em tudo. Jornais conseguem pautar as rádios e TVs, e estas, enquanto comunicação de massa, mexem com milhões de pessoas. As novas tecnologias de informação criaram uma brecha. Permitiram uma guerrilha informativa onde sites, blogueiros e pessoas nas redes sociais se mobilizam. E é o que somos perto da mídia tradicional,que é o exército regular. Estamos praticamente de tacape. Mas já incomodamos e cria uma certa crise de modelo de negócios dessa mídia tradicional, que está perdendo. Recentemente faliu mais um jornal público na Europa. Já há um processo de queda de tiragem dos jornalões e há um processo de migrações nas televisões, principalmente entre a juventude que está trocando a TV pela internet. Isso cria uma brecha, que também não é totalmente ocupada pela gente. É ocupada por eles. A editora Abril, por exemplo, o portal está mais forte do que as revistas. Sabe quantos visitantes únicos tem a Veja? Cinco milhões e 800 mil visitantes únicos. Nós não concorremos com isso. Não é que as novas tecnologias vieram e eles viraram as costas. Pelo contrário. Por isso que digo que essa guerrilha ainda é muito pequena. Mas, é muito melhor do que antes para a mídia alternativa, porque antes eles tinham tudo. Existem algumas ocupações nesse latifúndio midiático. Agora, nós vamos ter que crescer muito. Isso tem a ver com mudança de legislação. Por isso é tão importante debater o marco regulatório. Terá que mexer nas estruturas, como a questão da publicidade. Em alguns países, fruto pela própria luta contra o nazifascismo, durante a 2ª Guerra Mundial, você tem em alguns países estímulos à diversidade e pluralidade informativa, na publicidade. Na Itália, por exemplo, 20% da verba destinada pelo governo à publicidade, são dedicados a estimular a diversidade informativa. Se tivéssemos no Brasil, a verba oficial do governo federal é R$ 1,4 bilhão, ou seja, seriam R$ 280 milhões de reais para Vermelho, Carta Maior, etc... algo parecido com o que já acontece com o mercado de livros didáticos no país. E isso tem relação direta com mudança na legislação.

Os pequenos pensam na publicidade?
Sim, claro. Mas o mercado é muito monopolizado, a publicidade privada vai em direção ao que tem relação com o comércio, o e-comerce, por exemplo. A internet não é só para fazer cabeça. É para vender produto. No contexto do capitalismo, a internet é feita para vender produto e não para fazer debate democrático. Nos Estados Unidos, a publicidade no mundo digital superou a do impresso em US$ 2,5 bilhões em sites feitos para o mercado. A internet foi incorporada à lógica do capitalismo, senão ela nem existiria. Os pequenos tentam, mas vai conseguir publicidade de uma grande empresa! Por isso a importância do papel do Estado, para garantir uma fatia para os pequenos. E isso será uma luta titânica.

E quanto à expectativa de o governo criar políticas de concessões na internet pra veículos de imprensa...
Acho difícil que vinguem as concessões para veículos de imprensa na internet neste momento. É uma tentativa de controle. Isso questiona a própria tecnologia, que é aberta e compartilhada. A não ser que você feche a internet, com controles como o que está no projeto SOPA nos Estados Unidos ou a ACTA, a legislação discutida mundialmente.

E existe esse risco no Brasil em algum momento?
Sim, já que existe esse risco no mundo. Os Estados Unidos, se não fosse uma pressão violenta e o Obama ficar numa situação difícil, já que ele se elegeu com base na internet, um setor o elegeu com esse compromisso, o congresso lá teria aprovado o projeto antipirataria, o SOPA. Está agora em discussão o ACTA, que seria uma legislação mundial. E temos também aqui no Brasil, o AI-5 digital do Eduardo Azeredo. Essa tentativa de controle é uma tendência ...
O ex-ministro das comunicações da Venezuela disse que a Internet do jeito que está é um desafio ao stablishment. É o único nicho que ainda não tem controle total, por isso vão tentar fechar. Eles estão procurando os caminhos. Eles têm hegemonia, mas perdem uma fatia de poder que os incomoda. É uma situação semelhante à do rádio, que quando surgiu na década de 1920 era livre, era aberto, faziam transmissões diretamente para a comunidade. Com o tempo, os governos foram fechando as rádios, criminalizando-as. Hoje, eles tiram do ar quem tenta fugir do que a lei determina, como transmitir para raio de um quilômetro, ter publicidade.

 

Christiane Marcondes e Deborah Moreira
Portal Vermelho
http://www.fndc.org.br

 



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 17h14
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Ações de Censura

01/03/2012 |

Gabriel Priolli

Portal Imprensa

Outro dia, uma publicação da grande imprensa me convidou a escrever uma crítica sobre o suposto caso de estupro no programa “Big Brother Brasil”, da TV Globo. Para não chover no molhado do que tantos vinham dizendo, aproveitei o gancho para tratar do marco regulatório da mídia, tema que anda congelado nas prioridades governamentais e no debate público. Enviei o texto, mas a publicação recusou sob o argumento de que ele conflitava “com os interesses dos nossos acionistas”.

Foi a terceira vez, nos últimos anos, que os tais interesses foram usados para me censurar. Em nenhuma delas escrevi qualquer coisa que criticasse ou sequer citasse os veículos e suas empresas editoras. Também não defendi o temido controle social da mídia ou fantasmas afins. E não creio que minhas opiniões possam trazer prejuízo a qualquer acionista, da empresa que for. Não estou com essa bola.

No entanto, assim julgaram, ou ao menos pretextaram, nas três vezes. E isso em publicações que, como todas da grande imprensa, se ufanam em manter “guichês separados”, a redação distante do comercial, a pauta jornalística imune a pressões de anunciantes.

Talvez eu seja Eremildo, o idiota de Elio Gaspari, mas não consigo captar a diferença entre não misturar o editorial com interesses negociais de clientes e fazê-lo com os interesses próprios. É a mesma dificuldade que tenho em aceitar que a grande mídia debata a regulação em tantos setores econômicos, até clame por ela, mas não permita a mínima discussão da regulação de seu setor, tão afetado pelas mudanças na tecnologia e na economia, e tão distinto hoje do que era décadas atrás.

Sou um nostálgico da velha imprensa liberal, que atuava num único ramo de negócios – o de vender informação confiável e debate plural dos problemas nacionais e mundiais, para leitores de todas as tendências políticas. Uma imprensa que não recuava da sua missão de informar e zelava pela liberdade de expressão, não apenas a própria mas também a dos antagonistas. Uma imprensa que não tinha medo do embate de ideias e mantinha tranquilamente nas redações, protegidos das ditaduras, “os comunistas do dr. Roberto”, do dr. Julio, dos patrões à moda antiga.

Hoje em dia, o que mais temos são tecnocratas pilotando as publicações, eugenistas da pureza ideológica neoliberal. São guardiões de interesses privados, não do interesse público ou sequer dos leitores. Soldados da tesoura, não da caneta. Duvido que isso seja bom para os acionistas e certamente não é para o jornalismo.

Coluna publicada na edição de março (276) da Revista IMPRENSA

Gabriel Priolli foi editor executivo e diretor de redação de IMPRENSA entre 1987 e 1991. Hoje é produtor independente de TV. gpriolli@ig.com.br.

Foto:www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/77/banner_31544.jpg 

 



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 11h38
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Comunicadores do Cariri participarão de curso sobre Programação Radiofônica

Discutir uma programação educativa e atrativa para as emissoras comunitárias. Esse é o objetivo do curso, promovido pela Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Ceará (Abraço Ceará), no dia 9 de novembro, na Cidade Universitária da UFC Cariri, em Juazeiro do Norte. O curso abordará sobre democratização da comunicação, comunicação comunitária, história das rádios comunitárias, experiências de rádios comunitárias e programação educativa.

A formação será facilitada pelo professor de jornalismo Ismar Capistrano, coordenador executivo da Abraço Ceará, e pelo sonoplasta Sérgio Lira, coordenador de organização e mobilização da entidade. Todas as emissoras da região Cariri podem enviar representante. O curso não tem custos e dá certificação. Essa é a terceira capacitação da Abraço.

Já foram realizados esse curso em Jaguaruana para os comunicadores do Vale do Jaguaribe e em Crateús para a região Inhamuns. Ainda serão realizados no Sertão Central, Sertões de Canindé, Centro Sul, Médio Jaguaribe e Zona Norte. Mais informações: abracoceara@gmail.com

Fonte:http://www.abraconacional.org


Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 11h16
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

IFRO - Instituto Federal de Rondônia e Abraço-RO se reúnem visando parcerias futuras.

Os representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitárias de Rondônia - ABRAÇO-RO, foram recebidos nesta terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 pela Pro-reitora do Núcleo de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia -  IFRO, Campus de Porto Velho, Marilise Esteves.

O objetivo do encontro foi o de se fazer explanações das atividades da Abraço em Rondônia, que hoje aglomera 42 Rádios Comunitárias distribuídas em diversos municípios  do Estado, e que  tem entre suas finalidades: prestar serviços de utilidade pública, promover junto à sociedade cursos e desenvolver estudos e projetos. A Partir daí se estudar uma pareceria para a divulgação do IFRO, através da veiculação de informações das atividades desenvolvidas pelo Instituto bem como desenvolver conjuntamente cursos de qualificação para os profissionais que trabalham em Rádios Comunitárias e as pessoas interessadas.

Os representantes do IFRO presentes a reunião agradeceram o comparecimento dos representantes da Abraço-RO e se mostraram receptivos a futuras parcerias.   A Pro-reitora elogiou a iniciativa da visita e deu continuidade fazendo uma breve explanação das atividades e da importância do Instituto para Rondônia, que hoje conta com mais de 40 campi distribuídas pelos municípios do Estado e tem aproximadamente 7 mil alunos. “Hoje buscamos fazer a ponte para atender a medida do possível à demanda da comunidade, promovendo educação que é um direito constitucional”, ressaltou.

O coordenador de Formação da Abraço-RO, João Anselmo, ressaltou a importância do encontro e de se estabelecer parcerias, tendo em vista que há carência nas comunidades por informações e cursos na área de Comunicação, que poderão ser resolvidas com capacitação e formação de profissionais neste área.

Representaram a Abraço-RO, o Coordenador Executivo Edmilson Costa, juntamente com o Coordenadores, Antônio Maia, Evaniel Brito e João Anselmo. Também participaram pelo Instituto, o Coordenador do PRONATEC, Dauster Sousa, a Programadora Visual, Viviane Camelo, e a jornalista do IFRO, Rosália Silva.

Evaniel Brito (Coordenador de Comunicação)



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 12h52
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Inscrições para curso sobre mídia no Brasil vão até 27 de fevereiro

As inscrições para o curso "Como funciona a mídia no Brasil e os Desafios do Novo Marco Regulatório”estão abertas e podem ser feitas até o dia 27 de fevereiro pela internet

De março a julho deste ano o Coletivo Intervozes realiza o curso “Como funciona a mídia no Brasil e os Desafios do Novo Marco Regulatório”. O curso tem por objetivo contribuir com a crítica do comportamento da mídia no Brasil. Serão socializadas informações e reflexões sobre o assunto e os participantes vão debater os desafios para uma reforma da legislação tendo em vista a democratização do setor. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 27 de fevereiro pela internet, no endereço www.intervozes.org.br/cursos.

Dentro dos módulos, serão abordados a discussão conceitual sobre liberdade de expressão, regulação e censura; como foram formados os oligopólios de mídia no Brasil e como eles mantêm seu poder até hoje; como está o debate sobre a criação de uma nova legislação para o país, entre outros temas. A programação completa, com ementa dos módulos, cronograma e nomes dos conferencistas/facilitadores pode ser conferida clicando aqui

Metodologia e carga horária

O curso será a distância, com carga horária de 150 horas/aula e seis módulos de estudo. A cada módulo, os conferencistas vão realizar uma aula presencial para os alunos daquela cidade, que será transmitida pela internet para os demais. Textos e materiais de apoio ficarão disponíveis em um ambiente virtual, que também contará com um chat e com aplicações de trocas de mensagens para que o conteúdo seja debatido.

Ao final do curso o participante vai ganhar um certificado, desde que o aprovado no trabalho final. Este consistirá na redação de um artigo acadêmico de no mínimo 15 páginas sobre um tema abordado durante o curso ou em um produto audiovisual ou escrito de dedicação equivalente, acompanhado de um relatório escrito.

Valor

O valor total do curso será de R$ 450, que poderá ser parcelado em até quatro vezes ou R$ 405 em parcela única. O pagamento poderá ser feito via transferência ou boleto bancário.

Bolsas para militantes de movimentos sociais

Serão disponibilizadas 20 bolsas integrais para militantes de movimentos sociais. Os pleitos devem ser feitos até o dia 23 de fevereiro pelo e-mail cursos@intervozes.org.br com uma apresentação do candidato, uma carta de interesse e uma carta da entidade onde atua. A seleção dos bolsistas priorizar os seguintes critérios: (1) máximo de até duas pessoas por organização, (2) pelo menos 50% de mulheres, (3) pelo menos 50% de negros ou pardos, (4) pelo menos 50% para entidades com atuação na região Nordeste ou Norte.

Mais informações: intervozes.org.br/cursos, (11) 3877.0824 ou cursos@intervozes.org.br 



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 17h17
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Regulamentação da Ancine irá muito além do SeAC

Fonte:www.teletime.com.br

 Um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença no esforço regulatório que a Ancine desempenhará no futuro em relação aos serviços audiovisuais. Até aqui, todo o esforço de regulamentação está centrado no regramento do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que substitui os serviços de TV paga. Mas no horizonte de médio e longo prazo, a Ancine pretende estabelecer um ambiente regulatório para a "comunicação audiovisual de acesso condicionado", que é, na verdade, o objeto da Lei 12.485/2011. É por essa razão que a agência do audiovisual não trata a lei como Lei do SeAC.

A comunicação audiovisual de acesso condicionado conta com uma definição bem mais ampla na lei. Trata-se do "complexo de atividades que permite a emissão, transmissão e recepção, por meios eletrônicos quaisquer, de imagens, acompanhadas ou não de sons, que resulta na entrega de conteúdo audiovisual exclusivamente a assinantes". Segundo advogados com centenas de horas de leitura da lei, essa definição pega tudo, inclusive serviços prestados pela Internet, vídeo sob demanda e serviços audiovisuais distribuídos por meios móveis.

Esta é a explicação para o fato de a Ancine ter mantido, na Instrução Normativa de credenciamento, as modalidades de audiovisual em meios móveis e em vídeo sob demanda separadas do SeAC. Segundo apurou este noticiário, em algum momento, depois que a regulamentação do SeAC estiver concluída, a Ancine passará a regular sobre todas estas atividade de comunicação audiovisual por acesso condicionado.



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 17h09
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Seminário Internacional “Regulação da Comunicação Pública” terá participação da Abraço

Especialistas em comunicação no Brasil e no mundo estarãoreunidos no Seminário Internacional “Regulação da Comunicação Pública”, queacontece entre os dias 21 e 23 de março no Auditório Nereu Ramos da Câmara dosDeputados em Brasília. O evento, que é promovido pela Câmara dos Deputados e a FrenteParlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação comParticipação Popular (Frentecom), tem como objetivo discutir as experiênciasdas legislações que dão suporte à comunicação pública em diferentes países. A Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) fará sua participaçãono dia 23, que é reservado aos debates das plenárias setoriais.

O seminário pretende subsidiar os atores sociais brasileiros na proposição de políticas que assegurem a pluralidade de idéias e opiniões; que respeitem e valorizem a diversidade da cultura nacional; que garantam a todos os cidadãos e cidadãs o pleno exercício do direito à comunicação e à liberdade de expressão.  As propostas discutidas serão consolidadas em documento oficial, aprovado em plenário ao final do evento.

Bruno Caetano
Da Redação

Informações: Câmara dos Deputados



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 17h08
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Graças aos contatos de um jornalista e ao anúncio de uma emissora de rádio, a polícia mineira conseguiu convencer o detento Pedro Francisco Vieira, de 33 anos, a libertar a cabeleireira Cleide Márcia Oliveira Santos, 38. Por mais de 24 horas – de domingo até a manhã de segunda-feira, 13 -, a mulher foi mantida refém em uma das celas do Presídio Regional de Montes Claros, no norte de Minas Gerais.

Com o cárcere privado virando a noite, o presidiário demonstrava-se irredutível para dar fim ao caso e libertar Cleide. O criminoso fez uma exigência que o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), de Belo Horizonte, responsável pela negociação com o sequestrador não conseguia cumprir. Vieira informava que só deixaria a cabeleireira sair da cela na qual era mantida como refém após entrar em contato com algum de seus parentes. Caso contrário, ele poderia matar a mulher.

“Já matei sete e, se for preciso, mato mais”, declarou Vieira, informa a versão online do jornal Estado de Minas. Durante parte das mais de 24 horas do sequestro, a cabeleira ficou sob a mira de um chuço (arma artesanal). Além disso, o presidiário, que é portador do vírus HIV, fez cortes pelo corpo e ameaçou contaminar a vítima. Cleide tinha ido ao presídio para ver um de seus filhos.

Porém, antes de reforçar que poderia cumprir as ameaças, Vieira teve a sua exigência cumprida. Ele informou à equipe que comandava as negociações que tinha parentes no interior da Bahia e do Espírito Santo. Endereços e contatos foram repassados para a corporação, que não conseguiram contatar o pai e a irmã do sequestrador – que moram em Prado (BA) e um dos irmãos, em Vila Velha (ES). Sem resultado da PM, profissionais da imprensa colaboraram.

Repórter do Estado de Minas, Luiz Ribeiro sugeriu que a polícia deveria ligar para alguma rádio. A corporação entrou em contato com a Rádio Comunitária FM 104 e pediu para ser divulgado que o sequestrador queria falar com a irmã que mora na cidade. O nome da parente de Vieira, chamada Rosa, foi anunciado pelo veículo baiano por volta das 11h40 da segunda-feira. Dez minutos depois, a irmã entrou em contato com a rádio e, posteriormente, conversou com o detento, que libertou Cleide às 12h11.

Com atuação, de modo indireto, para o fim do cárcere privado que aconteceu em Montes Claros, o repórter do Estado de Minas conversou exclusivamente com o Comunique-se. Ribeiro informa que a experiência de anos cobrindo notícias do interior o ajudou a ser um dos responsáveis pela libertação da cabeleireira. “A gente sabe que tem casos que só se chega à fonte com o auxílio das emissoras de rádio”, conta. “Fico muito feliz em contribuir para salvar uma vida. Isso deixa o jornalismo ainda mais interessante”, conclui o jornalista.

Anderson Scardoelli
Comunique-se



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 16h11
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

 
 
 
abraço-pe.jpgRádios comunitárias querem parceria com o IFPE

A reitora do IFPE, Claudia Sansil, recebeu na tarde desta sexta-feira (10), representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitárias de Pernambuco (Abraço – PE). Eles chegaram ao gabinete acompanhados por José Luiz do Nascimento Sóter, do Instituto Federal de Brasília, que coordena o projeto de implantação da rádio web nos institutos federais de todo o Brasil.

O objetivo do encontro foi iniciar um debate sobre uma pareceria com o objetivo de divulgar o IFPE, através da veiculação de informações de utilidade pública, e também de qualificar os profissionais que trabalham em cerca de 200 rádios comunitárias existentes no estado, espalhadas por 54 municípios.

A reitora, que recebeu uma camiseta da Abraço PE, elogiou a iniciativa e disse se sentir abraçada enquanto dirigente de uma casa de educação. Jornalista profissional, ela destacou a importância das rádios comunitários no movimento de direito à comunicação. Lembrou ainda a existência de campi do IFPE em municípios com rádios comunitárias ativas. “Vamos fomentar o desenvolvimento através da “educomunicação”. A comunicação é um direito através do qual são trabalhados valores como a cidadania”, ressaltou.

Representaram a Abraço-PE os radialistas J. Neto, da Rádio Santana FM de Ribeirão; Gilmar Santos, da Goitacaz FM de Glória do Goitá; Domingos Sávio, da Digital FM de Escada e Flávio Marques, da rádio Amparo de Olinda. Também participaram o diretor-geral do campus Ipojuca, Ênio Camilo de Lima, a pró-reitora de Extensão, Cristiane Conde, e o jornalista do IFPE, Gil Aciolly.

Informações: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 16h08
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

Dilma promete universalização do serviço de Radcom até 2013

Em uma mensagem enviada ao Congresso Nacional nesta quinta-feira(2), a Presidente Dilma Rousseff prometeu a universalização do serviço de radiodifusão comunitária até 2013. Falando sobre a conclusão de revisão do Marco Regulatório das comunicações, a carta diz que “com o objetivo de integrar em um único regulamento os procedimentos relativos a todos os serviços de radiodifusão, seus ancilares e auxiliares, bem como outras evoluções visando à simplificação dos processos de outorga e pós-outorga”, assegurou.

A presidente afirmou que para a radiodifusão comunitária, o objetivo do governo é ter agilidade e eficiência a partir deste ano. Para isso combinou dois conjuntos de ações: a de universalização, possibilitando o alcance de municípios ainda não cobertos pelo serviço, e a de atendimento de demanda reprimida, o que totalizará 1.425 municípios com emissorascomunitárias.

O Coordenador Executivo da Abraço Nacional (AssociaçãoBrasileira de Radiodifusão Comunitária), José Sóter, disse que a universalização anunciada é bem recebida, embora seja preciso atingir muito mais localidades do que as cerca de 1500 ditas na mensagem de Dilma. “Atualmente temos cerca de 30mil localidades sem qualquer meio de comunicação e com o anunciado deveremos chegar acerca de 6.000 localidades, portanto ainda ficarão faltando cerca de24.000”, argumentou.

Sóter ressaltou ainda que a importância do serviço de radiodifusão comunitária, não fica devendo a nenhum outro tipo de veículo, portanto não deveria ter tratamento diferente. “Nós da Abraço sempre defendemos que a regulação da radiodifusão deveria ser comum a todos os serviços, pois não podemos continuar sendo tratados como um veículo de segunda categoria. A radcom é radiodifusão”, .afirmou.

Bruno Caetano
Da Redação



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 10h11
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

09/02/12 - Governo estuda implantação de internet 0800

Objetivo é ampliar acesso da população a serviços como governo eletrônico, atendimento ao consumidor e operações bancárias online

Brasília, 9/2/2012 – O governo está realizando estudos para implementar a chamada tarifação reversa da banda larga móvel. Por meio desse sistema, os provedores de conteúdo (sites) pagariam o acesso dos usuários, realizado a partir de dispositivos móveis (tablets, celulares, smartphones e modems 3G). A informação foi dada esta semana pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a Campus Party Brasil, em São Paulo.

“Não temos conhecimento de nenhum modelo internacional parecido. Acho que isso será meio tupiniquim”, afirmou o ministro Paulo Bernardo. Segundo ele, a ideia é que o serviço seja pago pelo site ao qual o internauta vai ser conectado: “Queremos desenvolver uma conexão de internet onde a pessoa entra para fazer reclamação, é atendida em call center, realiza compras e faz operações bancárias sem ter de pagar pela conexão”.

 A chamada “internet 0800” vai facilitar o acesso das classes mais pobres da população ao conteúdo digital, já que não seria necessário ter um pacote de dados para acessar determinados tipos de conteúdo.


Outra vantagem é a aproximação entre o governo e os cidadãos, já que a banda larga reversa pode funcionar como uma plataforma para a prestação de diversos serviços governamentais pela internet, sem que seja necessário para o usuário pagar pelo acesso, como educação, saúde, trabalho e previdência. Para realizar uma conexão a esses serviços de governo, não seria preciso que o usuário tivesse créditos em seu celular pré-pago, por exemplo.


A escolha de um modelo de solução técnica para a utilização desse sistema de tarifação ainda depende de discussões entre Ministério das Comunicações, Anatel e operadoras, com participação do Ministério do Planejamento e do CPqD.

 

Projeto-piloto
Um projeto-piloto do sistema deverá ser desenvolvido na primeira quinzena de março, na localidade do Varjão, na periferia do Distrito Federal. O MiniCom está em contato com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do DF, que demonstrou interesse em participar do projeto, oferecendo apoio para selecionar as pessoas que testarão o serviço. Governo e operadoras também estão definindo a participação das empresas no projeto-piloto, além de definir quais os sites que poderão ser acessados.

 Criação de domínio
Para implementar a tarifação reversa, está sendo estudada a possibilidade de serem criados domínios específicos na rede mundial de computadores, como “0800.gov.br” ou “0800.com.br”.


Ministério das Comunicações
Esplanada dos Ministérios - Bloco "R"
CEP 70044-900 - Brasília - DF



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 10h49
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

 

 

Em uma contribuição conjunta feita por escrito à consulta pública da proposta de Regulamento do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) da Anatel, EBC (empresa responsável pela TV Brasil), TV Câmara e TV Senado voltam a defender aquilo que já havia sido manifestado pela TV Brasil em audiência: a necessidade de o órgão regulador garantir o carregamento dos canais públicos pelas operadoras de TV paga também em caso de multiprogramação. Mas a contribuição das três emissoras públicas vai mais longe: elas querem a garantia de que o sinal seja carregado na forma como é transmitido na modalidade aberta. Ou seja, em alta definição, quando for o caso, ou na forma de múltiplos canais de definição padrão quando a transmissão for multiprogramada, quando um mesmo canal de 6 MHz leva vários canais digitais. A regulamentação proposta repete a lei, em que a operadora de TV paga só é obrigada a levar o sinal analógico ou o digital em definição padrão, a critério da emissora de TV.

TV Brasil, TV Câmara e TV Senado querem ainda que as definições da regulamentação enquadrem as emissoras públicas como geradoras de TV tal como as comerciais, para todos os fins. Com isso, em locais em que as emissoras públicas tiverem geradoras abertas, elas seriam distribuídas independentemente do carregamento já previsto na qualidade de canais públicos. Com isso, entendem que fica assegurada a retransmissão na TV paga de eventuais conteúdos locais.

Além disso, as emissoras públicas levantam a questão da interatividade e da acessibilidade, solicitando à Anatel que assegure no regulamento que eventuais conteúdos interativos e que os recursos de acessibilidade disponíveis nos canais abertos sejam integralmente respeitados pelas operadoras do SeAC que distribuírem os sinais. E pedem ainda que o regulamento preveja, para o caso de operadoras do Serviço de Acesso Condicionado que utilizem radiofrequências, a distribuição do conteúdo móvel também possível na forma aberta, ainda que a operadora de TV paga possa cobrar do assinante pela facilidade.



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 12h39
[] [envie esta mensagem
] []


 

 

 

Dilma promete universalização do serviço de Radcom até 2013

Em uma mensagem enviada ao Congresso Nacional nesta quinta-feira(2), a Presidente Dilma Rousseff prometeu a universalização do serviço de radiodifusão comunitária até 2013. Falando sobre a conclusão de revisão do Marco Regulatório das comunicações, a carta diz que “com o objetivo de integrar em um único regulamento os procedimentos relativos a todos os serviços de radiodifusão, seus ancilares e auxiliares, bem como outras evoluções visando à simplificação dos processos de outorga e pós-outorga”, assegurou.

A presidente afirmou que para a radiodifusão comunitária, o objetivo do governo é ter agilidade e eficiência a partir deste ano. Para isso combinou dois conjuntos de ações: a de universalização, possibilitando o alcance de municípios ainda não cobertos pelo serviço, e a de atendimento de demanda reprimida, o que totalizará 1.425 municípios com emissorascomunitárias.

O Coordenador Executivo da Abraço Nacional (AssociaçãoBrasileira de Radiodifusão Comunitária), José Sóter, disse que a universalização anunciada é bem recebida, embora seja preciso atingir muito mais localidades do que as cerca de 1500 ditas na mensagem de Dilma. “Atualmente temos cerca de 30mil localidades sem qualquer meio de comunicação e com o anunciado deveremos chegar acerca de 6.000 localidades, portanto ainda ficarão faltando cerca de24.000”, argumentou.

Sóter ressaltou ainda que a importância do serviço de radiodifusão comunitária, não fica devendo a nenhum outro tipo de veículo, portanto não deveria ter tratamento diferente. “Nós da Abraço sempre defendemos que a regulação da radiodifusão deveria ser comum a todos os serviços, pois não podemos continuar sendo tratados como um veículo de segunda categoria. A radcom é radiodifusão”, .afirmou.

Bruno Caetano
Da Redação



Escrito por ABRAÇO-RONDONIA às 00h35
[] [envie esta mensagem
] []


 

 
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]